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5 de Julho de 1975-2008. Cabo Verde 33 anos como país independente
- Por Emilio Borges
- Publicado 5/07/2008
- Actualidade
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Cabo Verde comemora o seu 33º aniversário ja fora do grupo de paises pobres. Integra o grupo de países de desenvolvimento médio. Longe vão os tempos em que passou por uma conquista de independência que coincidiu com o fecho das fronteiras internacionais para imigração, principal fonte de renda do arquipélago naquela época. Passou também por um período pós-independência conturbado, por total ausência de estrutura e experiência de sua gente na gestão de um país.
Não tem petróleo, nem diamantes, nem cobre.
Contudo tem paz, fé e enorme vontade de construir uma nação cabo-verdiana.
Cabo Verde é também um exemplo politico em África e mesmo no mundo
Em 1991 tiveram lugar as primeiras eleições livres da Àfrica negra. Com sabedoria e mestria o processo decorreu sem pôr em causa as conquistas da reconstrução nacional no pós-independência. E depois disso, as eleições vêm acontecendo de forma transparente, aberta e pacífica. Quatro actos eleitorais com duas alternâncias o que demonstra a maturidade do Cabo-verdiano.
Se antes nossos problemas estavam relacionados à falta de chuvas e as secas cíclicas imposta pela natureza, 33 anos depois os desafios são outros.
Cabo Verde hoje está inserido num contexto de evolução e desenvolviment
Atingiu indices de desenvolvimento surpreendentes tanto na área de alfabetização, mortalidade infantil, desnvolvimento social e económico que o levou em tempo recorde, a sair de uma condição de país pobre para integrar o grupo de país de desenvolvimento médio.
É hoje um país, que apesar do seu tamanho é respeitado no concerto das nações, tirando partido das oportunidades que surgiram.
Assinou um acordo de parceria especial com a União Europeia, aderiu à OMC (Organização Mundial do Comércio) e a 1 de Janeiro de 2008, elevou-se oficialmente à categoria de países de desenvolvimento médio, passando a ser o segundo país africano a atingir tal meta, após o Botswana.
Como diz o primeiro ministro, José Maria Neves "Cabo Verde sta na moda".
Aproveitou a estabilidade política e paz, sem riquezas naturais, para investir nos seus filhos, na educação.
Hoje nove em cada dez crianças cabo-verdianas frequentam a escola, segundo o relatório sobre o desenvolvimento humano das Nações Unidas. O número de meninas a frequentar a escola é superior que o de rapazes. "O governo cabo-verdiano investe um quarto do seu orçamento na educação".
Na saúde o investimento é grande. Aliás a performance na área da saúde foi para que Cabo Verde passasse de país de baixo rendimento para país de rendimento médio.
33 anos depois é motivo pra se dizer que CV ja não é "Os flagelados do vento leste” como descreveu Manuel Lopes.
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Comentário #1 (Inserido por Raquel Borja)
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O povo Caboverdiano é um exemplo Africano acima de tudo.
CABO VERDE PAíS MODELO
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