Cabo Verde comemora o seu 33º aniversário ja fora do grupo de paises pobres. Integra o grupo de países de desenvolvimento médio.

Longe vão os tempos em que passou por uma conquista de independência que coincidiu com o fecho das fronteiras internacionais para imigração, principal fonte de renda do arquipélago naquela época. Passou também por um período pós-independência conturbado, por total ausência de estrutura e experiência de sua gente na gestão de um país.

Não tem petróleo, nem diamantes, nem cobre.

Contudo tem paz, fé e enorme vontade de construir uma nação cabo-verdiana.

Cabo Verde é também um exemplo politico em África e mesmo no mundo

Em 1991 tiveram lugar as primeiras eleições livres da Àfrica negra. Com sabedoria e mestria o processo decorreu sem pôr em causa as conquistas da reconstrução nacional no pós-independência. E depois disso, as eleições vêm acontecendo de forma transparente, aberta e pacífica. Quatro actos eleitorais com duas alternâncias o que demonstra a maturidade do Cabo-verdiano.

Se antes nossos problemas estavam relacionados à falta de chuvas e as secas cíclicas imposta pela natureza, 33 anos depois os desafios são outros.

Cabo Verde hoje está inserido num contexto de evolução e desenvolviment
o que surpreendeu os que não acreditavam na vialidade daquelas dez ilhas espalhadas no Atlantico, sufocadas pelo deserto do Sahara.

Atingiu indices de desenvolvimento surpreendentes tanto na área de alfabetização, mortalidade infantil, desnvolvimento social e económico que o levou em tempo recorde, a sair de uma condição de país pobre para integrar o grupo de país de desenvolvimento médio.

É hoje um país, que apesar do seu tamanho é respeitado no concerto das nações, tirando partido das oportunidades que surgiram.

Assinou um acordo de parceria especial com a União Europeia, aderiu à OMC (Organização Mundial do Comércio) e a 1 de Janeiro de 2008, elevou-se oficialmente à categoria de países de desenvolvimento médio, passando a ser o segundo país africano a atingir tal meta, após o Botswana.

Como diz o primeiro ministro, José Maria Neves "Cabo Verde sta na moda".

Aproveitou a estabilidade política e paz, sem riquezas naturais, para investir nos seus filhos, na educação.

Hoje nove em cada dez crianças cabo-verdianas frequentam a escola, segundo o relatório sobre o desenvolvimento humano das Nações Unidas. O número de meninas a frequentar a escola é superior que o de rapazes. "O governo cabo-verdiano investe um quarto do seu orçamento na educação".

Na saúde o investimento é grande. Aliás a performance na área da saúde foi para que Cabo Verde passasse de país de baixo rendimento para país de rendimento médio.

33 anos depois é motivo pra se dizer que CV ja não é "Os flagelados do vento leste” como descreveu Manuel Lopes.