
A implementação do Mercado de Capitais, através da Bolsa de Valores, vai contribuir na diversificação das modalidades de financiamento da economia nacional e aumentar o grau de transparência do funcionamento das empresas públicas e privadas.
A afirmação é do vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Rui Minguês de Oliveira, que falava numa conferência sobre “A Importância do Mercado de Capitais e o seu Enquadramento Jurídico-Legal em Angola, o país vive actualmente momentos ímpares da sua história, por isso, afigura-se importante que se encontrem alternativas de financiamento para o sector privado e uma delas é o mercado de capitais.
Segundo o responsável, a existência de um mercado de capitais no país, através de uma bolsa de valores, permitirá, entre outras, que os investidores rentabilizem os seus activos financeiros, colocando-os à disposição tanto do Estado como das empresas.
Disse que este facto por si só permitirá o desenvolvimento do país em determinados segmentos, bem como criará condições para que os empresários nacionais acompanhem a modernização e i
nsiram-se positivamente na economia global.
Referiu ainda que a criação de um mercado de capitais “forte” constitui acima de tudo, nesta fase, um desafio económico e político para o país, devendo-se, por isso, escolher as melhores políticas para que tudo funcione como deve ser.
Esclareceu que o mesmo trará inúmeras vantagens, porquanto vai obrigar as empresas a posicionarem-se correctamente no mercado, publicando periodicamente os seus relatórios e contas e tomando iniciativas competitivas que lhes favoreçam.
O Mercado de Capitais é um lugar próprio onde obrigações e acções são transaccionadas com o objectivo de ir-se buscar os excessos de liquidez das famílias e empresas e posteriormente colocar à disposição de outras e mesmo do Estado, como forma de financiamento dos seus projectos e investimentos.
De acordo com dados oficias, a Bolsa de Valores e Derivativos de Angola, cujo arranque se perspectiva para 2008, conta já com 27 subscritores e um montante de 16 milhões dólares para a sua constituição.
Dentre os subscritores da bolsa constam a Sonangol, a Endiama, a Ensa, FDES, BPC, BIC, BFA, BAI, Grupo António Mosquito, Sistec e Chicoil.
Para as empresas estarem cotadas na bolsa e merecerem a aceitação de eventuais investidores devem ter uma contabilidade semestral regularizada, um histórico de três anos e todas as contas auditadas.
angop