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DA FORÇA DA ESTRATÉGIA À ESTRATÉGIA DA FORÇA
- Por Africanidade
- Publicado 27/08/2008
- Coluna de opinião
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Virgilio Brandão -Advogado

O Mundo está, mais uma vez, sob o espectro da guerra e a Europa é, outra vez, o palco da sua origem. No passado a arte da guerra, como diria Sun Tzu, dependia em grande parte da capacidade e do génio militar do homem, hoje não; depende sobretudo da capacidade e desenvolvimento tecnológico e militar das nações.
Olhando o passado, é fácil dizermos que Napoleão Bonaparte é, conjuntamente com Alexandre da Macedónia, Aníbal – o africano, Cipião, Júlio César e Rommel, os maiores senhores da guerra e estrategas militares da história veiculada no ocidente.
Certamente que os ingleses, lembrando-se da Batalha de Trafalgar, dirão: – E o Almirante Nelson? Grandes vitórias teve Lord Nelson, sim; mas não se compara em génio à esses estrategas. Do mesmo modo que os islâmicos poderão invocar Saladino e os euro-asiáticos Átila – o Huno. Acontece que estes, ainda que com lugar de referência na história militar, venciam não por ser grandes estrategas mas sim pelo número e pela força esmagadora dos seus efectivos.
Hoje, com o nuclear e as novas tecnologias, esses grandes estrategas seriam não mais que Saladinos ou Átilas de secretaria com olhos nos satélites, lançando bombas de fragmentação (como as usadas pelos Estados Unidos no Afeganistão e pelos aliados na ex-Jugoslávia) e prontos a usar bombas nucleares, se necessário.
A humanidade evolui, dizemos, mas a verdade é que não estou tão certo disso quando penso no espectro de destruição bélica que circunda todos os di
as e nesta realidade objectiva que já não é a estratégia do mais capaz que dá vantagem nos campos de batalha – mesmo nas ditas «guerras justas» tão bem defendidas por Grocius (Do Direito da Guerra e da Paz, III) – mas sim a capacidade tecnológica e de meios.
Será por essa razão que o Presidente da Geórgia coloca uma bandeira da União Europeia ao lado da bandeira da Geórgia? Espera, com isso, arrastar a Nato para o conflito? Espero bem que não! Ou espera, com a ajuda da União Europeia, gerar um efeito dissuasor? Talvez…, mas é preocupante o facto da União Europeia se silenciar sobre este facto, sendo certo que não tem capacidade militar real para enfrentar a Rússia.
Mas os Estados Unidos sim. E se a União Europeia entrar no conflito, seja de que forma for, os Estados Unidos da América serão forçados – pelas obrigações emergentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO/OTAN) – a entrar nela. É, sem dúvida, a estratégia subliminar da força que pode levar-nos à uma guerra mundial ou a paz. É um jogo de guerra muito perigoso – e nós estamos no meio, com os nossos dias a rodar na inocência e na ignorância.
Lembremos que a I Guerra Mundial (1914-1918) teve inicio com um acontecimento nefasto mas que não fazia adivinhar a tragédia que se passaria a seguir: o homicídio do Arquiduque Frederico Ferdinando da Áustria e da Hungria, na cidade de Sarajevo. Assim como a II Guerra Mundial (1939-1945) teria inicio com a invasão da Polónia pelo ambicioso Adolf Hitler e que arrastaria o resto da Europa para uma guerra medonha.
A história deve servir para alguma coisa; nomeadamente para nos ensinar a não cometer os mesmo erros. Mas os europeus são tão teimosos! A guerra parece estar na sua natureza e não consegue extirpá-la de vez. Espero que não seja ela a extirpar-nos a todos desta terra, pois a próxima guerra na Europa não deixará muita coisa viva no planeta.

O Mundo está, mais uma vez, sob o espectro da guerra e a Europa é, outra vez, o palco da sua origem. No passado a arte da guerra, como diria Sun Tzu, dependia em grande parte da capacidade e do génio militar do homem, hoje não; depende sobretudo da capacidade e desenvolvimento tecnológico e militar das nações.
Olhando o passado, é fácil dizermos que Napoleão Bonaparte é, conjuntamente com Alexandre da Macedónia, Aníbal – o africano, Cipião, Júlio César e Rommel, os maiores senhores da guerra e estrategas militares da história veiculada no ocidente.
Certamente que os ingleses, lembrando-se da Batalha de Trafalgar, dirão: – E o Almirante Nelson? Grandes vitórias teve Lord Nelson, sim; mas não se compara em génio à esses estrategas. Do mesmo modo que os islâmicos poderão invocar Saladino e os euro-asiáticos Átila – o Huno. Acontece que estes, ainda que com lugar de referência na história militar, venciam não por ser grandes estrategas mas sim pelo número e pela força esmagadora dos seus efectivos.
Hoje, com o nuclear e as novas tecnologias, esses grandes estrategas seriam não mais que Saladinos ou Átilas de secretaria com olhos nos satélites, lançando bombas de fragmentação (como as usadas pelos Estados Unidos no Afeganistão e pelos aliados na ex-Jugoslávia) e prontos a usar bombas nucleares, se necessário.
A humanidade evolui, dizemos, mas a verdade é que não estou tão certo disso quando penso no espectro de destruição bélica que circunda todos os di
Será por essa razão que o Presidente da Geórgia coloca uma bandeira da União Europeia ao lado da bandeira da Geórgia? Espera, com isso, arrastar a Nato para o conflito? Espero bem que não! Ou espera, com a ajuda da União Europeia, gerar um efeito dissuasor? Talvez…, mas é preocupante o facto da União Europeia se silenciar sobre este facto, sendo certo que não tem capacidade militar real para enfrentar a Rússia.
Mas os Estados Unidos sim. E se a União Europeia entrar no conflito, seja de que forma for, os Estados Unidos da América serão forçados – pelas obrigações emergentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO/OTAN) – a entrar nela. É, sem dúvida, a estratégia subliminar da força que pode levar-nos à uma guerra mundial ou a paz. É um jogo de guerra muito perigoso – e nós estamos no meio, com os nossos dias a rodar na inocência e na ignorância.
Lembremos que a I Guerra Mundial (1914-1918) teve inicio com um acontecimento nefasto mas que não fazia adivinhar a tragédia que se passaria a seguir: o homicídio do Arquiduque Frederico Ferdinando da Áustria e da Hungria, na cidade de Sarajevo. Assim como a II Guerra Mundial (1939-1945) teria inicio com a invasão da Polónia pelo ambicioso Adolf Hitler e que arrastaria o resto da Europa para uma guerra medonha.
A história deve servir para alguma coisa; nomeadamente para nos ensinar a não cometer os mesmo erros. Mas os europeus são tão teimosos! A guerra parece estar na sua natureza e não consegue extirpá-la de vez. Espero que não seja ela a extirpar-nos a todos desta terra, pois a próxima guerra na Europa não deixará muita coisa viva no planeta.
Comentários
Comentário #1 (Inserido por Al-Chakir)
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Mas principalmente nos estamos no terreno ai em Moscovo estamos ver todos os movimentos!!! estamos perante 3 guerra mundia... autor deste problema e EUA, eles que estam fazer todos manobras de confondir mundo!!!!
EUA nao quer nenhum pais no mundo ser comparado com eles!!! Neste momento Russia esta no 3 posicao na economia mundial))) e por isso eles estam criar problemas de guerras!!!!
Mas este problema e efectar todo mundo mas principalmente continente africano))) Neste momento todos armas nuclear esta no Mar preto (Чёрный Море). dos Russos e dos EUA....
Ja estamos no fonte onde que tem so um braco de saida mas sem clareza na boca de saida!!!!
Todo mundo de fazer marcha Stop War!!!no parte do EUA e da Russia , porque sao potencias que estam em confisa agora na e Georgia.......