Africanidade.com o seu portal online de notícias africanas - http://www.africanidade.com
Guiné-Bissau: "Enquanto estiver à frente de Forças Armadas não haverá golpe Estado" - CEMGFA
http://www.africanidade.com/articles/1435/1/GuinA-Bissau-quotEnquanto-estiver-A-frente-de-ForAas-Armadas-nAo-haverA-golpe-Estadoquot---CEMGFA-/Paacutegina1.html
Por Emilio Borges
Publicado em 29/08/2008
 
"Assumi um compromisso com o povo guineense e perante a comunidade internacional para que as Forças Armadas não sejam o factor de perturbação da ordem constitucional" - Tagmé Na Waié

Notícia
O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) guineenses, general Tagmé Na Waié, disse que "enquanto estiver à frente das Forças Armadas não haverá golpe de Estado" perpetrado pelos militares.

Tagmé Na Waié fez esta promessa no âmbito de uma audiência que manteve com o Secretário Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação portuguesa, João Gomes Cravinho que se encontrava de visita a Bissau.

Em comunicado de imprensa distribuído pelo seu gabinete, o general Tagmé Na Waié respondeu desta forma à preocupação levantada por João Gomes Cravinho sobre a recente tentativa de golpe de Estado alegadamente perpetrada pelo ex-Chefe do Estado-Maior da Armada, contra-almirante Bubo Na Tchuto.

"Assumi um compromisso com o povo guineense e perante a comunidade internacional para que as Forças Armadas não sejam o factor de perturbação da ordem constitucional", lê-se no comunicado de imprensa do gabinete do CEMGFA guineense.

A questão do narcotráfico e a reforma das Forças Armadas são outras das preocupações que mereceram uma resposta do general Tagmé Na Waié na sua audiência com o secretário Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação portuguesa.

Em relação ao tráfico de droga, Tagmé Na Waié informou João Gomes Cravinho que "deu ordens expressas" às Forças Armadas no sentido de não permitirem que nenhum avião aterre no território guineense sem ter autorização das autoridades competentes.

O CEMGFA guineense referiu ainda ao governante português que sempre colaborou com a Políicia Judiciária em questões relacionadas com o narcotráfico, dando o exemplo do último caso que envolveu uma aeronave retida no aeroporto de Bissau sob suspeita de tráfico de cocaína.

Tagmé Na Waié disse que ajudou a polícia nas operações de busca, dando autorização para que todas as unidades militares no perímetro do aeroporto fossem objecto de revista e busca da droga que, segundo a polícia suspeita, foi trazida para o país na aeronave actualmente retida.

A aeronave em questão tem matrícula venezuelana.

No que concerne ao processo de reforma das Forças de Defesa e Segurança, considerado factor essencial para a estabilização da Guiné-Bissau, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses precisou que "o programa decorre normalmente", sublinhando a passagem à reserva a semana passada de 30 oficiais superiores.

Tagmé Na Waié afirmou que as Forças Armadas estão empenhadas na estabilização do país e exortou o secretário Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português a reforçar a ajuda e atenção à Guiné-Bissau.
Lusa