Os juízes guineenses iniciaram hoje uma greve de três dias, decretada pela Associação Sindical dos Magistrados Judiciais Guineenses.

Com esta paralisação, que afecta todos os tribunais, os magistrados exigem que o Governo lhes atribua autonomia administrativa e financeira, de acordo com a Lei Orgânica dos Tribunais, e aplicação das regalias conforme consta do Estatuto dos magistrados judiciais.

São reivindicações antigas levantadas numa altura em que o Supremo Tribunal de Justiça avalia as candidaturas dos partidos políticos que vão concorrer às próximas eleições legislativas de 16 de Novembro
. Uma lista provisória já foi publicada, e neste momento o Supremo Tribunal está recepcionar as reclamações dos partidos que viram as suas candidaturas rejeitadas. Enquanto se aguarda pela publicação da lista definitiva, os magistrados judiciais apropriaram-se da ocasião para pressionar com a greve a resolução de um «velho problema.»

O presidente da Associação Sindical dos Magistrados Judiciais Guineenses, Ansumane Sanhá, alertou que enquanto «as exigências não forem atendidas, não se pode falar da desconvocação da greve», o que poderá provocar um adiamento dos prazos eleitorais.

Fontes indicam que a lista definitiva das formações políticas deveria ser entregue à Comissão Nacional de Eleições até 15 de Setembro, prazo que não foi cumprido.
JD