O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, defendeu a coordenação dos esforços da Rússia, dos EUA e da União Européia (UE) para impedir a ação dos piratas no nordeste africano.

Desde 25 de setembro, os piratas detêm, perto da costa da Somália, o cargueiro ucraniano Faina, com um carregamento de armas. Pelo menos três navios estrangeiros - um navio de guerra russo e duas fragatas da Malásia - dirigem-se para esta região, além dos barcos de guerra norte-americanos que já estão no local.

Lavrov lembrou que uma resolução do Conselho de Segurança "condenava" a prática da pirataria e "auto
rizava os países com recursos navais apropriados a impedir esta prática".

"Vamos agir na base desta resolução, como fazem os Estados Unidos e os países da UE", afirmou o ministro russo.

"É claro que é racional coordenar as ações nesta região para um mesmo fim. As forças navais de vários países estão presentes [no local] e estou certo que seria útil estabelecer uma coordenação entre elas", afirmou Lavrov.

Na quarta-feira, dez Estados-membros da União Européia disseram estar prontos para participar de uma operação militar aeronaval européia para combater a pirataria na Somália.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou em 2 de junho uma resolução que permite a entrada de navios de guerra para perseguir piratas nas águas somalis, consideradas como as mais perigosas do mundo.
Lusa