
Uma reunião dos ministros das Finanças dos países que têm o franco CFA como moeda comum inicia-se terça-feira em Yaoundé, com vista a reflectir sobre os meios necessários para desenvolver a economia da zona.
Em prelúdio a este encontro, cerca de 200 peritos dos países membros da zona franca e de França estão reunidos desde segunda-feira na capital camaronesa.
A reunião dos ministros de Finanças da zona franca segue-se à organizada em Abril de 2008 em Paris (França).
Durante os seus trabalhos, os ministros das Finanças vão discutir o desenvolvimento das empresas, nomeadamente das Pequenas e Médias Empresas e Indústrias (PME/PMI), o aumento dos preços dos produtos alimentares, a oferta energética e as suas consequências nas finanças públicas e a mobilização da poupança dos migrantes no serviço do investimento.
De acordo com Albert Pelletier, um economista presente na reunião dos peritos, o fluxo das transferência dos migrantes para a África Subsariana tende a subir e quase duplicou entre 2000 e 2006, atingindo mais de nove biliões de dólares americanos.
Indicou que estas transferências se tornaram uma grande fonte de financiamento para os países em desenvolvimento e desempenham um papel importante na redução da pobreza.
"Apurou-se, através de diferentes estudos, que um aumento de 10 por cento dos fluxos de transferência está associado a uma redução de 1 por cento do nível da pobreza por habitante", revelou.
A zona franca agrupa 15 países da África Ocidental e Central, nomeadamente o Benin, o Burkina Faso, os Camarões, a República Centroafricana, a Côte d'Ivoire, as Comores, o Gabão, a Guiné-Bissau, a Guiné Equatorial, o Mali, o Níger, o Congo Brazzaville, o Senegal, o Tchad e o Togo.
A zona possui cerca de 130 milhões de habitantes para um Produto Interno Bruto(PIB) de 321 dólares americanos per capita e um crescimento médio de 3,5 por cento entre 2000 e 2007.
Pana