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INTERBASE. LÁ VAI O BEBÉ COM A ÁGUA DO BANHO...
- Por Africanidade
- Publicado 6/10/2008
- Coluna de opinião
Virgilio Brandão - Advogado

A liquidação da INTERBASE, uma empresa de referência na economia Mindelense, pelo Governo e o consequente desemprego dos trabalhadores é, sem dúvida, uma boa forma do Governo mostrar preocupação com a situação dos mesmos e com a taxa de desemprego no país: contribui para o seu aumento.
Aumentar deste modo a taxa de (des)emprego não rima com crescimento económico nem com desenvolvimento, além de dar um mau exemplo e um péssimo sinal às entidades privadas. Uma coisa é reconverter uma empresa, outra, totalmente diferente, é extingui-la e, à laia de indemnizações, deixar os trabalhadores desempregados.
Ao que parece, a preocupação governamental com a INTERBASE e com os seus trabalhadores – ao ponto de se ter anunciado o acompanhamento da «situação» por dois ministros, teve um fruto raro da boa vontade: extinção e desemprego. É caso para perguntar: e se não se tivesse nenhuma preocupação com a empresa e os cidadãos trabalhadores o que aconteceria?
O Governo terá, tem de ter, razões ponderosas para, de repente, passar da anunciada «reconstrução» da empresa e suas estruturas com os preditos e noticiados 14 milhões de euros para pura e simples extinção da mesma. Porquê? Então, que explique a sua decisão; que nos diga, a nós cidadãos, porque mudou de medida e de decisão de forma t
ão radical. O certo é que, mesmo falando de Mindelenses, ninguém invocará Rucio emigrado em alguma ladeira ou Pinóquio, não. Só se pede uma coisa: a dita governação transparente. Não é pedir muito, pois não?
É que se o Governo tomou a decisão mais correcta, esta não custará a ser explicada; pois mesmo os que, sendo da «classe baixa» (essa surpreendeu-me como espinha de arrenque na cachupa nocturna dos meus tempos de menino...), sabem entender, bem explicado, o «porquê de ser assim» e o «porquê de não ser assim» pelas razões x, y ou z.
E não é nenhum favor que se faz ao povo, não! É uma obrigação, um dever do Governo para com o povo Mindelense e a nação; sim, é um dever de explicar porque vai gastar dinheiro do erário público com indemnizações aos trabalhadores – além da agravante do desemprego dos mesmos - havendo, certamente, soluções mais adequadas. É que, e isso é inquestionável, a função exercida pela INTERBASE terá de ser exercida por outra entidade e esta terá de ter trabalhadores. Eu, confesso, não quero pensar que se está (entre outras coisas) perante uma decisão meramente economicista; pois se é assim, direi ao confrade blogueiro Margoso: eis aqui os teus economistas!
É que extinguir a INTERBASE sem dizer o que o que a irá substituir é algo que tenho alguma dificuldade em entender. Esta é matéria para a oposição fazer uma interpelação governamental e, já agora, apresentar aquela que, na sua perspectiva, é a melhor solução. É que, assim, ficamos todos a ganhar.
Não é somente o deserto que cresce – como dizia Nietzsche –, os abismos também...

A liquidação da INTERBASE, uma empresa de referência na economia Mindelense, pelo Governo e o consequente desemprego dos trabalhadores é, sem dúvida, uma boa forma do Governo mostrar preocupação com a situação dos mesmos e com a taxa de desemprego no país: contribui para o seu aumento.
Aumentar deste modo a taxa de (des)emprego não rima com crescimento económico nem com desenvolvimento, além de dar um mau exemplo e um péssimo sinal às entidades privadas. Uma coisa é reconverter uma empresa, outra, totalmente diferente, é extingui-la e, à laia de indemnizações, deixar os trabalhadores desempregados.
Ao que parece, a preocupação governamental com a INTERBASE e com os seus trabalhadores – ao ponto de se ter anunciado o acompanhamento da «situação» por dois ministros, teve um fruto raro da boa vontade: extinção e desemprego. É caso para perguntar: e se não se tivesse nenhuma preocupação com a empresa e os cidadãos trabalhadores o que aconteceria?
O Governo terá, tem de ter, razões ponderosas para, de repente, passar da anunciada «reconstrução» da empresa e suas estruturas com os preditos e noticiados 14 milhões de euros para pura e simples extinção da mesma. Porquê? Então, que explique a sua decisão; que nos diga, a nós cidadãos, porque mudou de medida e de decisão de forma t
É que se o Governo tomou a decisão mais correcta, esta não custará a ser explicada; pois mesmo os que, sendo da «classe baixa» (essa surpreendeu-me como espinha de arrenque na cachupa nocturna dos meus tempos de menino...), sabem entender, bem explicado, o «porquê de ser assim» e o «porquê de não ser assim» pelas razões x, y ou z.
E não é nenhum favor que se faz ao povo, não! É uma obrigação, um dever do Governo para com o povo Mindelense e a nação; sim, é um dever de explicar porque vai gastar dinheiro do erário público com indemnizações aos trabalhadores – além da agravante do desemprego dos mesmos - havendo, certamente, soluções mais adequadas. É que, e isso é inquestionável, a função exercida pela INTERBASE terá de ser exercida por outra entidade e esta terá de ter trabalhadores. Eu, confesso, não quero pensar que se está (entre outras coisas) perante uma decisão meramente economicista; pois se é assim, direi ao confrade blogueiro Margoso: eis aqui os teus economistas!
É que extinguir a INTERBASE sem dizer o que o que a irá substituir é algo que tenho alguma dificuldade em entender. Esta é matéria para a oposição fazer uma interpelação governamental e, já agora, apresentar aquela que, na sua perspectiva, é a melhor solução. É que, assim, ficamos todos a ganhar.
Não é somente o deserto que cresce – como dizia Nietzsche –, os abismos também...