Mundo terá 1,4 bilhão em favelas até 2020, diz ONU
- Por Emilio Borges
- Publicado 11/10/2008
- Sociedade
No Dia Mundial da Habitação, Raquel Rolnik afirma que não pode haver cidades harmónicas sem políticas sociais eficientes de moradia. Em 2008, a capital de Angola liderou as comemorações do Dia Mundial da Habitação.A relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para Moradia Adequada, Raquel Rolnik, afirmou que o mundo precisa de políticas mais inclusivas para melhorar as condições habitacionais da população.
Numa mensagem para marcar o Dia Mundial da Habitação, em 06 de outubro, a relatora da ONU afirmou que um em cada três moradores de cidades, vive em favelas.
Segundo ela, se nada for feito, o mundo terá 1,4 bilhão de pessoas morando nestas condições até 2020. Ao contrário de 998 milhões, atualmente.
Na entrevista à Rádio ONU, Raquel Rolnik afirmou que em muitos casos, por questão de segurança, é preciso remover os moradores de suas comunidades. Mas para ela, isso pode ser evitado com políticas de urbanização corretas.
"Existe sim, como eu insisto, muitas vezes a necessidade de remoção. Mas o que dizemos é que independentemente se a solução melhor ou desejo é sair ou f
Segundo o especialista Carlos Alberto Paranhos, do UN-Habitat no Brasil, o abismo social ainda é um problema para a maioria dos centros urbanos na América Latina. De acordo com Paranhos, os níveis de desigualdade social estão entre os maiores do mundo.
"Apesar de haver muita pobreza, o que mais chama a atenção não é tanto a pobreza, mas a desigualdade. A tremenda brecha que existe entre as famílias de pessoas mais ricas e as mais pobres. Entre as famílias que têm todo os direitos à cidade, à habitação, a emprego e a serviços e as famílias que mal conseguem sobreviver de um dia ao outro", afirmou.
Neste ano, a capital de Angola, Luanda, liderou as comemorações do Dia Mundial da Habitação sob o tema "Cidades Harmoniosas". O objetivo da data, marcada na primeira segunda-feira de outubro, é refletir sobre as condições de moradias em bairros e cidades e o direito fundamental de todos os seres humanos ao abrigo.
O presidente angolano José Eduardo dos Santos, também participou, 6 de outubro, do evento no Centro de Convenções de Talatona. A sessão contou com a participação da sub-secretária geral da ONU e diretora executiva do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Urbanos (UN - Habitat), a tanzaniana Anna Tibaijuca.
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