
A produção agrícola em Cabo Verde vai atingir as 11 mil toneladas este ano, um aumento de 277 por cento contra a safra do ano passado que chegou a apenas três mil toneladas.
A avaliação de campanha agrícola foi feita por uma equipa conjunta do Comité Interestatal de Luta Contra a Seca no Sahel (CILSS) e do Ministério do Ambiente do Desenvolvimento Rural e dos Recursos Marinhos de Cabo Verde.
Santiago é a ilha com maior produção (sete mil 324 toneladas), representando 63 por cento da produção total, seguida da do Fogo com duas mil 506 toneladas, equivalentes a 22 por cento.
Em relação ao estrato semiárido, que representa a maior superfície cultivada (15 mil 625 hectares), ou cerca de 45 por cento da área total cultivada de milho, perspectiva-se apenas 13 por cento da produção total equivalentes a 0,1 tonelada por hectare.
Nas zonas húmidas, que apesar de representarem a menor superfície cultivada (três mil 857 ha), ou 11 por cento da área total utilizada para o efeito, prevê-se uma produção maior que a actual na ordem dos 25 por cento do total da presente campanha.
Em termos de cobertura alimentar da população, as previsões indicam que a produção da presente campanha agrícola cobrirá apenas entre 10 a 12 por cento das necessidades em cereais.
Embora a produção prevista seja superior à campanha precedente, a equipa de avaliação identificou 129 zonas vulneráveis à insegurança alimentar, onde as perspectivas de colheita são “nulas ou quase nulas”, devido à má distribuição da pluviometria.
Em Cabo Verde, os bons anos agrícolas (com chuva abundante) são raros e, nos últimos 30 anos, apenas foram excepcionais para a agricultura cabo-verdiana os anos de 1963, 1990 e 2003.
Cabo Verde, um arquipélago de nove ilhas, enfrenta dificuldades para garantir a segurança alimentar de toda a sua população. Além da fragmentação territorial, o país tem uma pequena produção local de alimentos, suficiente para suprir apenas 20 por cento das necessidades dos seus pouco mais de 450 mil habitantes.
Pana