A abertura do Banco BIC Portugal, em Maio) e do BAI Cabo Verde, em Novembro último, duas instituições financeiras com capitais maioritariamente angolanos, e a entrada do Finibanco e Standard Bank no mercado angolano, constituem marcos importantes para a afirmação e desenvolvimento do sector financeiro angolano dentro e fora das suas fronteiras, em 2008.

Dez anos depois de ter ousado avançar para o mercado europeu, com a abertura do BAI Europa, com sede em Lisboa, com base numa visão prudencial e estratégica, o banco deu mais um passo rumo a sua internacionalização, ao abrir o BAI Cabo Verde, a 21 de Novembro, visando oferecer aos cidadãos do arquipélago produtos financeiros e bancários diversificados.

Na visão dos gestores desta instituição financeira, a extensão dos serviços a Cabo Verde constitui um processo de internacionalização que faz com que o BAI se destaque, cada vez mais, como um grupo financeiro sólido e com grande potencial de rentabilidade para os seus accionistas e para os seus clientes no mundo.

Outro banco que avançou com êxito para a internacionalização dos seus serviços é o BIC, três anos depois de ter iniciado (Maio de 2005) a sua actividade no mercado angolano e conquistado um lugar entre os quatro maiores bancos, num universo de 18 concorrentes.

O Banco Internacional de Credito (BIC) acaba de protagonizar um feito raro, já que em três anos existência, internacionalizou a sua actividade para Portugal, com a abertura do BIC Portugal, fruto da ousadia e visão estratégica do seu presidente, Fernando Teles.

A oito de Maio, o BIC, cuja logo marca é um embondeiro cortado de cor vermelha, acabava de iniciar as suas actividades em Lisboa, capital lusa, com um capital inicial de 25 milhões de dólares, maioritariamente detido por accionistas angolanos. O BIC português, irmão gémeo do BIC Angola (os accionistas são os mesmos), é um banco de retalho que está a intermediar as operações financeiras de empresários portugueses com interesses em Angola e de empresas nacionais com interesses comerciais na Europa.

A gestão de activos financeiros angolanos no continente europeu e a intermediação financeira de fluxos entre Angola e Portugal são outras áreas nas quais o banco está a inte
rvir.

Depois de Lisboa, o BIC prevê em 2009 abrir representação no Porto, Aveiro, e em outros distritos lusos. O BIC Portugal foi formalmente constituído a 11 de Janeiro deste ano, com uma estrutura accionista idêntica o do BIC de Angola, no qual o empresário português Américo Amorim detém uma quota de 25%.

Em Angola desde  Maio de 2005 , o BIC ultrapassou muitos concorrentes que se encontram há mais tempo no mercado, ao atingir, em 2008, próximo de 400 mil clientes, com depósitos na ordem de 3,8 bilioes de dólares, credito aprovado de 2,5 bilioes e utilizado um bilião e 900 milhões de dólares norte-americanos, mais de 100 agências e 1200 trabalhadores.

Com a internacionalização destas empresas, hoje Angola não é apenas o destino do investimento estrangeiro directo (IED), ou seja receptora das poupanças de outras nações, mas também começa, a partir da poupança acumulada pelas suas empresas, a investir nas economias de outros países, e consequentemente passa a ser uma fonte de capitalização de outras economias.

Deste modo, estas empresas respondem ao repto lançado em 2006 pelas autoridades angolanas no sentido de os operadores do sector procurarem internacionalizar os serviços financeiros que actualmente se encontram em forte expansão.

O ano 2008 não foi apenas um período para expansão da actividade bancária além fronteira. Dois novos “players” entraram no mercado - Finibanco e Standard Bank.- sendo que o primeiro já começou a operar e o segundo aguarda por uma autorização das autoridades de supervisão do sistema bancário.

 A entrada do Finibanco, instituição de capitais lusos, no sector financeiro angolano e a pretensão do Standard Bank da Africa do Sul operar no mercado demonstram que há uma margem de progressão na actividade bancária.

Em Angola, o Finibanco iniciou a sua actividade com um capital social de 10 milhões de dólares norte-americanos, sendo 60 porcento detido pelo Finibanco Portugal e 40 porcento por accionistas angolanos, a título individual.

 Quanto ao Standard Bank, uma das maiores instituições financeiras do continente africano, predispõe iniciar a sua actividade com um capital social de 25 milhões, valor que será aumentado posteriormente.

 Angola é um país cheio de oportunidades de negócios e Standard Bank e o Finibanco são duas instituições que estão no mercado angolano porque acreditam na realização de bons resultados, apesar do abalo que se regista na economia mundial.
Angop