Membros dos Governos moçambicano e sul- africano procederam ao lançamento da primeira pedra para a construção dum monumento em memória dos Sul-Africanos mortos durante o ataque de 30 de Janeiro de 1981 levado a cabo pelo regime do apartheid contra a cidade de Matola, no sul de Moçambique.

A embaixadora sul-africana em Moçambique, Thandi Lujabe-Rankoe, disse que este monumento deverá lembrar às futuras gerações os sacrifícios consentidos para a liberdade e a demcoracia na África do Sul.

O ataque de Matola em 1981 foi a primeira declaração de guerra aberta do regime do apartheid contra Moçambique.

Os comandos sul-africanos atacaram as casas de Matola habitadas por membros exilados do movimento de libertação sul-africano Congresso Nacional Africano (ANC).

Eles mataram 12 membros do ANC e um electricista português que se encontrava por acaso na zona.

O lançamento da primeira pedra foi feito a 14 de Fevereiro, porque no mesmo dia em 19
81 o então líder do ANC, Oliver Tambo, apareceu com o primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel, durante um comício em Maputo para anunciar a aliança entre Moçambique e a África do Sul contra o regime do apartheid.

"Deveremos lembrar-nos o acto criminoso de racismo do regime do apartheid contra os defensores da paz e da liberdade. Este acto marcou os Moçambicanos e hoje temos a alegria de lançar a primeira pedra deste monumento para perpetuar a memória dos que morreram aqui", afirmou o administrador de Matola, Arão Nhancale.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra do monumento, antecedida pela assinatura dum acordo cultural entre os dois países, é da iniciativa do ministro moçambicano da Educação e Cultura e do seu homólogo sul-africano das Artes e Cultura.

A construção do monumento deverá terminar em 2010 ou 2011.

Para além dos parentes das vítimas do ataque, estiveram presentes na cerimónia a ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros, Nkosazana Dlamini-Zuma, o seu homólogo e compatriota das Artes e Cultura, Pallo Jordan, enquanto Moçambique foi representado pelo ministro dos Antigos Combatentes, Feliciano Gundana.
Pana