O director de infectologia do Hospital de Santa Maria, Francisco Antunes, classificou Moçambique como "um bom exemplo" na África no acesso aos tratamentos das pessoas infectadas com o vírus do HIV.
"Moçambique é um bom exemplo do acesso à terapia anti-retrovírica", disse Antunes, à margem do seminário "Investigação de uma Vacina para o HIV - O Papel de Portugal e dos seus Parceiros Lusófonos".
O médico afirmou também que três por cento da população moçambicana está infectada, frisando que Moçambique tem "um programa de acesso à terapêutica anti-retrovírica que envolve praticamente o país de norte a sul, quer nas cidades quer em zonas rurais, e com um impa
"Considerando que existe uma porcentagem acentuada da população (africana) que tem necessidade de acesso imediato a esses medicamentos, lamenta-se profundamente que isto ainda não venha a acontecer na África, que é a região que tem a maior ocorrência da SIDA", afirmou.
Antunes defendeu que a prevenção tem de ser "um dos pontos fortes" em África, uma vez que o acesso aos remédios está limitado, mas admitiu que a "modificação do comportamento das populações, particularmente no que diz respeito aos preservativos, demora algum tempo".
Para o especialista, a vacina para a SIDA "seria essencial", mas só deverá estar disponível dentro de muitos anos.
"As vacinas é que têm levado à erradicação das doenças infecciosas, como se passou com a varíola, mas ainda estamos muito longe de a alcançar", afirmou.
Angop