
Os desafios e perspectivas das Políticas de Cooperação Científica e Ensino Superior África-Brasil” é o tema de um simpósio internacional a ter lugar de 22 a 24 de Abril no Estado de Pernanbuco.
Organizada pela Associação de Estudantes-Convêneos da África o fórum destina-se a estudantes, professores pesquisadores africanos e brasileiros de instituições de ensino superior e pesquisa, instituições de cooperação internacional do Brasil e da África com a perspectiva de discutir as políticas de cooperação acadêmica que o Brasil mantém com os países africanos, bem como refletir sobre novas perspectivas de convênios de intercâmbio científico no âmbito de PEC-PG e no campo da pesquisa social.
Nos últimos anos, o Governo brasileiro ampliou o acordo de cooperação educacional firmado, prioritariamente, com países em desenvolvimento no âmbito da formação em nível de graduação (PEC-G), estendendo-o ao Programa (PEC-PG), administrado conjuntamente pelo Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Educação e Cultura do Brasil.
O crescimento dos dois programas tem colocado a necessidade de se aprofundar as iniciativas de avaliação em curso. Neste contexto, o presente simpósio propõe incrementar o debate critico em torno das metas e dos objetivos dos referidos Programas. Estarão presentes estudantes e pesquisadores africanos e brasileiros para debaterem as perspectivas e os desafios de cooperação científica e ensino superior entre o Brasil e a África. “O simpósio visa - entre outras coisas - dar um primeiro passo em direção à formação de uma rede que integre os resultados de pesquisas e favoreça o intercambio entre pesquisadores brasileiros e pesquisadores de países africanos, notadamente aqueles de língua oficial portuguesa - afirma o professor Remo Mutzenberg, coordenador do Grupo de Pesquisa “Sociedade Brasileira Contemporânea”, responsável pela realização do simpósio.
Segundo a organização, o Brasil e os países da África, apesar das suas histórias particulares e características específicas, tanto sociais quanto culturais, política e econômicas, se encontram em muitos aspectos que os assemelha e colocam desafios comuns.
"Até que ponto a política de cooperação de ensino, mediado pelo PEC-PG (Programa de Estudantes - Pós-Graduação), pode servir de ponto entre instituições brasileiras de ensino superior e africanas na busca de respostas para os desafios dos países periféricos? Qual o papel reservado às universidades na construção e desenvolvimento econômico, social, político, educacional e cultural na luta para superação das desigualdades? Até que ponto as experiências africanas e brasileiras poderão ajudar nas respostas a essas questões? Quais os desafios e campos de pesquisa, particularmente na área das Ciências Humanas, de interesse comum para o desenvolvimento social, político, econômico, cultural e educacional", são algumas das questões que a organização do simpósio procuram encontrar resposta.
Entetanto adiantam os promotores do evento, que "sem querer dar respostas e nem impor modelos aos países africanos e à sociedade brasileira, somos da opinião que a realização de parcerias acadêmicas e científicas entre países, especialmente na área de ciências sociais e humanas, pode ser uma contribuição ao debate sobre a produção do conhecimento e enfrentamento dos desafios para a melhoria da vida social que supere as profundas desigualdades econômicas e tecnológicas".
Temas como os desafios de ensino superior em África e no Brasil, a dinâmica da sociedade africana e brasileira no contexto da mundialização, o Estado e políticas públicas de ensino superior, bem como a etnia e relações de poder em África e no Brasil e as identidades étnicas e os desafios da (re)construção do Estado, estão em debate durante nos tres dias da conferencia, que visa incentivar o intercâmbio de estudantes brasileiros que desejam pesquisar a historia da África a nível do mestrado e doutoramento em colaboração com as instituições de ensino superior e institutos de estudos e pesquisas existentes nesses países.
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