Os trabalhadores da Swazilândia solicitaram o apoio das organizações internacionais do trabalho e das associações da sociedade civil para pressionar o rei Mswati III a fazer mudanças democráticas no país, disse  o secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Swazilândia (SFTU), Jan Sithole.

«Queremos que a monarquia seja constitucional, que o rei reine, mas não governe. A cultura e a tradição não deverão ser usadas como
meios de abuso, de manipulação ou auto-glorificação», declarou.

Sithole sublinhou que durante os 35 anos que seguiram a intronização do rei, este sempre nomeou o primeiro-ministro, o Governo e controla agora cerca de 66 por cento dos assentos no Senado e 20 por cento dos assentos na Assembleia Nacional.

Segundo ele, o seu país assinou todos os tratados internacionais sobre os direitos humanos, mas não aplicou nenhum deles.

O líder sindical afirmou que os trabalhadores iriam continuar a manifestar e mobilizar as massas para pressionar o Governo, a fim de favorecer uma alternância democrática e levar o poder a ratificar todas as convenções internationais.
Pana