
Sara Tavares regressa ao primeiro palco que pisou em Cabo Verde em 1994, o auditório da Assembleia da República, para apresentar o recente trabalho “Xinti”, na cidade da Praia.
O espectáculo, que será de entrada livre, é promovido pela Embaixada de Portugal em Cabo Verde para celebrar o 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A escolha de Sara Tavares, segundo o comunicado de imprensa, é exemplo do diálogo intercultural entre os dois povos que se pretende incrementar.
A artista leva a cidade da Praia “Xinti” e declara que é uma mensagem para sentir a vida “é um desafio para quem ouve o disco, senti-lo com alma”. “Este é um disco mais intimista do que o Balancé”, explica.
Quando questionada sobre a sua relação com Cabo Verde e a influência da cultura cabo-verdiana na música que faz, Sara afirma que, apesar de ter nascido em Portugal, “sou de Cabo verde e existe este lado em mim e está em tudo o que faço. Não pretendo reivindicar nada, porque está em mim naturalmente”, conclui.
Sobre o facto de ter sido escolhida para representar o dia de Portugal em Cabo Verde, a artista conta entre um sorriso que é engraçado terem escolhido uma “pretoguesa” para isso, justificando, pelo facto de talvez a verem como uma ponte cultural entre os dois povos.
Apesar de viver em Portugal e de ter visitado Cabo Verde pela primeira vez em 1994, explica que “quando venho é para beber a vibração daqui, porque foi algo que não tive enquanto crescia”.
Nesta passagem pelo país a artista ficará por este concerto mas regressará em Setembro para o Festival de Santa Maria.
Em Mindelo para assinalar o dia de Portugal será realizado a exposição “Novas Textualidades em Língua Portuguesa”, que reúne textos de vinte autores das novas gerações dos países da CPLP como José Luis Tavares, José Eduardo Agualusa, Maria Alexandre Dáskalos, Adriana Lisboa, Tony Tcheka e Eduardo White, Suleiman Cassamo. A exposição estará na cidade da Paia a partir do dia 22 de Junho.
SapoCV