
O candidato independente às eleições presidenciais de domingo passado na Guiné-Bissau Henrique Rosa reconheceu, ontem, em comunicado divulgado à Imprensa, a sua derrota no escrutínio. Assim, e segundo as fontes partidárias, a segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau deverá ser disputada entre Malam Bacai Sanhá e Kumba Ialá e deverá decorrer a 2 de Agosto.
"Pelos dados que foram apurados pela sua directoria de campanha, a candidatura presidencial de Henrique Pereira Rosa reconhece não ter atingido plenamente os seus objectivos eleitorais", refere o comunicado.
s eleições presidenciais antecipadas de domingo ditaram uma segunda volta entre Malam Bacai Sanhá, candidato do PAIGC, partido no Governo, e Kumba Yala, do PRS, líder da oposição.
Este é o segundo confronto directo numa segunda volta entre Sanhá e Kumba Yala. A primeira teve lugar em 1999, logo após o fim do conflito político-militar de 7 de Junho, que afastou pela primeira vez «Nino» Vieira do poder, tendo Kumba Yala «esmagado»
Malam Bacai Sanhá, com uma vitória de 72 por cento dos votos, com o apoio de todas as formações políticas, excepto do PAIGC. Desta vez o contexto é outro. Vai ser uma disputa política num ambiente em que o eleitorado quer pôr fim à violência e apelar à paz.
Num acto inédito, a directoria da campanha do candidato Henrique Rosa reconheceu rapidamente que não vai à segunda volta e felicita, por isso, os dois candidatos mais votados, Malam Bacai Sanha e Kumba Yala.
Segundo a directoria da campanha de Henrique Rosa, pelos dados apurados, confirma-se que este não atingiu plenamente o seu objectivo eleitoral, que seria passar à segunda volta. Depois da publicação, esta quinta-feira, dos resultados das eleições, os responsáveis da campanha de Henrique Rosa, disseram que irão apresentar mais logo o balanço geral da sua campanha e apelaram a Malam Sanhá e Kumba Yala para que façam prevalecer o espírito de paz, elevação, civismo e respeito durante a próxima campanha eleitoral.
Esta é a primeira vez que um candidato, da dimensão de Henrique Rosa, assume uma posição de reconhecimento de derrota, antes da proclamação dos resultados por parte da Comissão Nacional de eleições (CNE).
Agencias