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ONG canadiana alerta para perigo de mais violência após resultados eleitorais na Guiné Bissau
- Por Africanidade
- Publicado 3/07/2009
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Uma organização canadiana que actua na Guiné-Bissau alertou para o perigo de novos focos de violência após a divulgação dos resultados eleitorais, pedindo à comunidade internacional que intensifique esforços para assegurar uma transição política pacífica no país."As eleições só por si não garantem a estabilidade. O potencial para mais violência ainda é muito real. As eleições podem mesmo desencadear nova violência", disse Evan Hoffman, director do Canadian International Institute of Applied Negotiation (CIIAN), uma Organização Não Governamental (ONG) dedicada à prevenção de conflitos violentos.
Os resultados das eleições presidenciais guineenses de 28 de Junho foram divulgados hoje, ditando a realização de uma segunda volta, em data ainda a anunciar, entre os candidatos Malam Bacai Sanhá, candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Kumba Ialá, apoiado pelo Partido de Renovação Social (PRS).
Presente em mais de 20 países,
Para Evan Hoffman, a realização de eleições não muda a "corrosiva" cultura política por trás da crise, nem resolve as "rivalidades de longa data entre membros das elites políticas e militares" no país.
"As próprias eleições podem na realidade ser a faísca de mais agitação", acrescentou Hoffman, adiantando que, no pior dos cenários, quem fica afastado do poder pode reagir violentamente com ataques a figuras-chave semelhantes aos que aconteceram recentemente no país.
O director do CAIIN aponta ainda a investigação aos assassínios do presidente João Bernardo "Nino" Vieira e do Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, general Tagmé Na Wai, em Março de 2009, como potencial foco de novos actos de violência, apelando ao apoio da comunidade internacional para que o processo seja concluído e os resultados "imediatamente" divulgados.
Evan Hoffman destacou o papel das Nações Unidas na promoção de conversações entre um núcleo de políticos, considerando que a ONU deve também fornecer, a pedido do primeiro-ministro guineense, mais apoio no combate à "impunidade".
Angop
Comentários
Comentário #1 (Inserido por Marcelo Aratum)
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As declarações meramente incitivadoras de conflitos. É simplesmente uma forma de acordar, de lembrar os guineenses políticos sobre as reações violentas assim que perdessem. ONG criada e importada para estabelecer a paz ou para criar o próprio conflito? Desde que se estabeleceu, quantos conflitos já vivemos na Guiné? O seu discurso incentiva o conflito? Claro que é verdade, o discurso maligno produz geralmente situações malignas. É crime esse tipo de declaração: que depois do resultado haverá conflito. Por favor, parem de instigar a guerra, se porventura vocês estão na África, infelizmente, para implantar a paz, porém, deve ser feita com uma linguagem pacífica. Pois, quem é da paz sempre usa linguagem da paz, linguagem positiva para tal. Mas, vocês, ONGs, estão mesmo por isso? Guineenses reflitam!!!!!!!!!!!!!!!!
Marcelo Aratum
Comentário #2 (Inserido por MBB)
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ACHO QUE ESTE ARTIGO É MAGNIFICO NO PONTO DE VISTA PREVENTIVO SOBRE UM FACTOR REAL E PREVISIVEL. VALE A PENA RECORDAR O VELHO DITADO QUE DIZ " MAIS VALE PREVENIR QUE REMEDIAR".
NA MINHA ÓPTICA O QUE ESSA ORGANIZAÇAO NA PESSOA DO SEU DIRECTOR QUIS TRANSMITIR É UMA MEDIDA CAUTELAR DE CARACTER PREVENTIVA E AS SUAS PALAVRAS Ñ DEIXAM DE SER UMA ANÁLISE DA SITUAÇAO REAL DA GUINÉ-BISSAU APÓS OS ÚLTIMOS E RECENTES ACONTECIMENTOS PORQUE SE Ñ TENTEMOS INTERPRETAR ESSA IMPORTANTE FRASE . "As eleições só por si não garantem a estabilidade. O potencial para mais violência ainda é muito real. As eleições podem mesmo desencadear nova violência", disse Evan Hoffman, director do Canadian International Institute of Applied Negotiation (CIIAN), uma Organização Não Governamental (ONG) dedicada à prevenção de conflitos violentos.
Comentário #3 (Inserido por Nancole)
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Parabens sr. Aratum, nós guineenses já estmos fartos das ONGs ou das pessoas sem noçoes de responsabilidades; pessoas incitadores; fomentistas; separatistas; tribalistas; etnicistas; etc., etc. ,etc. ONGs para criar conflitos entre guineenses nao os queremos porque já esmos fartos de conflitos e de mentores de confitos. Caros irmãos vamos dizer não aos intrusos e a todos aqueles que venham com ideias inadmissíveis.
Tshagna Nancole