
O Movimento Intervenção e Cidadania (MICA) formalizou ontem a candidatura de Francisco Pereira à presidência da Câmara Municipal da Amadora ao depositar no tribunal de Alfragide toda a documentação exigida para o efeito.
Pereira, luso-caboverdiano, investigador no Centro de Estudos de Migrações e Relações Interculturais, da Universidade Aberta diz que pretende dar resposta ao inconformismo da população e em especial dos jovens face à difícil situação social em que Amadora se encontra, defende a sua candidatura.
Pereira afirmou que o MICA vai procurar fazer políticas com as pessoas da Amadora, adiantando que o MICA tem candidatos de várias origens, "por exemplo, temos pessoas da comunidade cigana, o que surge pela primeira vez numa candidatura, o que vai aproximar e responsabilizar a população a conhecer as suas qualidades e as suas aspirações".
Nascido ha menos de um ano o Movimento Intervenção e Cidadania pela Amadora, vai concorrer também a dez das onze freguesias do Concelho, um feito inédito.
Esta ousadia segundo o lider do Mica demosntra a preocupação do movimento em devolver a esperança à juventude e criar a oportunidade de encontrarem um trabalho", apostando "num investimento na formação/informação e em políticas culturais e sociais".
Os apoiantes deste movimento independente justificam que “Amadora precisa de um novo paradigma de liderança. Uma liderança com visão de futuro que aglutine todos, num futuro colectivo mais justo; Uma liderança capaz de planear, inovar e resolver problemas; uma liderança comprometida com o serviço público, fomentadora do desenvolvimento local, capaz de mobilizar as forças sociais, culturais, económicas e técnicas para a construção de uma cidade mais segura, dinâmica, solidária e democrática”.
O MICA adianta que esta candidatura move-se em torno de quatro projectos prioritários a saber: “tornar a Amadora uma cidade segura; uma cidade inclusiva e solidária, confiante, capaz de gerar oportunidades para a melhoria da qualidade de vida dos mais pobres e vulneráveis; tornar a Amadora uma cidade de crescimento e desenvolvimento equilibrado e harmonioso e tornar a Amadora uma cidade cosmopolita, moderna e dinâmica do ponto de vista económico e cultural”.
Francisco Pereira que diz atender solicitação de uma importante franja da população daquele concelho diz que “não se trata de um sonho. Tanto mais que a recolha das assinaturas para a oficialização da candidatura foi feita por pessoas da Amadora. Não Temos nenhum partido político por trás. É uma aposta, é um desafio que enfrentaremos em conjunto, com coragem, com a firme convicção que havemos de vencer, pois temos uma enorme vontade de fazer e de transformar a Amadora, que é hoje uma cidade insegura, triste e cinzenta, num município desenvolvido, atraente e amigo dos seus habitantes”.
Francisco Pereira, licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais fez uma pós-Graduação em Estudos Africanos e do Desenvolvimento e é mestre em Relações Interculturais.
Está neste momento a preparar o seu Projecto de Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais.
Exerce as suas actividades profissionais e científicas na Universidade Aberta, onde é Investigador no Centro de Estudos da Migrações e Relações Interculturais do Departamento de Ciências Sociais e Políticas.
Tem trabalhos de investigação na área da participação cívica e politica e é membro de várias organizações de carácter cívico e de desenvolvimento.
Emílio Borges