A dívida do Governo de Angola com empresas do sector da construção civil, na sequência da crise global, está a afectar algumas empresas brasileiras.

Com a crise global, houve uma quebra do preço internacional do petróleo, que chegou a ser vendido a 148 dólares o barril, em 2008, e que provocou uma diminuição das receitas de Angola este ano.
 
O Governo angolano reconheceu recentemente uma dívida de 1,33 mil milhões de euros (dois mil milhões de dólares) a construtoras que prestam serviços no país africano.
 
"Grandes empreiteiras não comentam o assunto, mas fontes do sector confirmam que estão sem receber desde o começo do ano", referiu o diário brasileiro.
 
Um executivo do sector avançou que a construção civil em Angola levará pelo menos dois anos para se recupe
rar dos efeitos da crise global e voltar ao ritmo anterior a Setembro de 2008.
 
A Construtora Odebrecht, a empresa brasileira com maior presença em Angola, salientou que os pagamentos atrasados já foram retomados e que não resultaram em suspensão de obras, apenas na diminuição do ritmo de algumas.
 
A demissão de cerca de 3.000 trabalhadores, noticiada pela imprensa angolana, foi resultado da conclusão de projectos, informou a Odebrecht, que ainda mantém 30.000 funcionários em Angola.
 
Na Camargo Corrêa, construtora com quase mil milhões de dólares (665 milhões de euros) em projectos em Angola, a paralisação dos pagamentos foi quase total.
 
Na Andrade Gutierrez, empresa que actua em Angola através da sua subsidiária portuguesa Zagope, também houve suspensão dos pagamentos, salientou o diário.
 
"O impacto é maior nas construtoras portuguesas, com grande exposição à ex-colónia", escreveu o diário, referindo-se às empresas Teixeira Duarte e Soares da Costa.
Oje