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Cabo Verde: MAI estabelece como meta recensear 28000 eleitores em toda a diáspora
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Por Emilio Borges
Publicado em 27/06/2010
 
Foto: XanPara as próximas eleições legislativas e presidenciais, nenhum caboverdiano que vive no estrangeiro está recenseado. O novo Recenseamento Eleitoral Geral no Estrangeiro , invalida o recenseamento Geral de 1995  

Notícia
O recenseamento eleitoral dos cabo-verdianos residentes no estrangeiro vai arrancar em meados de Julho e prolongando-se até ao dia 1 Setembro.
A garantia foi dada pelo ministro da Administração Interna, Lívio Lopes durante um encontro em Lisboa com a comunidade cabo-verdiana.

Neste momento, de acordo com Lívio Lopes, está-se na fase de conclusão do empossamento das comissões de  coordenação, para  de  seguida  serem  constituídas  as  equipas  de   terreno.

O governante, que chega a Lisboa depois de ter estado em Luxemburgo e Holanda, assegurou que as condições estão criadas e afinam-se os últimos pormenores.

Adianta que já foram instalados nos consulados todos os aplicativos informáticos necessários para o início do processo e já estão disponíveis os kits de recenseamento.

Contudo, fez saber que o recenseamento eleitoral na diáspora depara com constrangimentos nalquns países, pelo que o processo não vai ter inicio no mesmo dia em todos os países.

Relativamente a Portugal, Livio Lopes assegura que apesar  do atraso registado no inicio das inscrições nos cadernos eleitorais, a data prevista para o término do processo, 1 de Setembro,  mantêm-se, isto porque, a alteração só poderia acontecer por via  da Assembleia Nacional.

O ministro da Administração Interna estabelece como meta o recenseamento de 28000 eleitores em toda a diáspora. Atendendo que vivem no estrangeiro mais cabo-verdianos do que no território nacional, e questionado sobre esta meta, Livio Lopes responde que são estimativas feitas em função de outros recenseamentos.

Segundos os dados do último recenseamento eleitoral, que permitiu a realização das legislativas e presidenciais de 2006, o total de eleitores cabo-verdianos residentes no estrangeiro é de 28.004, representando 10,76 por cento dos 260 126 inscritos.

Questionado se esse atraso não irá afectar o processo e deixar de fora parte dos cabo-verdianos, Lívio Lopes adiantou que a ideia é  aproveitar  o  período da  actualização  do  recenseamento  para que  as  pessoas  que  não  conseguirem  inscrever-se  no período normal  o possam fazer.

“A revisão do código eleitoral prevê o recenseamento contínuo, o  que  significa  que até  mais  ou menos  um mês  antes do  início  do processo eleitoral  podemos  fazer as inscrições das pessoas e assim teremos  a possibilidade  de aproveitar  mais  um mês depois  data  da conclusão   do  processo de  recenseamento  para  podermos recensear   essas  pessoas”, salientou.

Para o recenseamento, pode-se utilizar o passaporte ou o bilhete de identidade, mesmo estando caducados.

Entretanto Livio Lopes apela ao envolvimento de toda a comunidade cabo-verdiana no processo de recenseamento, salientando tratar-se de um processo novo. Isto quer dizer que para as próximas eleições legislativas e presidenciais, nenhum cabo-verdiano que vive no estrangeiro está recenseado. O novo Recenseamento Eleitoral Geral no Estrangeiro , invalida o recenseamento Geral de 1995  e é fundamental para se criar uma base de dados segura e garantir “eleições justas e transparentes” em 2011.
EB