
O recenseamento eleitoral dos cabo-verdianos residentes no estrangeiro vai arrancar em meados de Julho e prolongando-se até ao dia 1 Setembro.
A garantia foi dada pelo ministro da Administração Interna, Lívio Lopes durante um encontro em Lisboa com a comunidade cabo-verdiana.
Neste momento, de acordo com Lívio Lopes, está-se na fase de conclusão do empossamento das comissões de coordenação, para de seguida serem constituídas as equipas de terreno.
O governante, que chega a Lisboa depois de ter estado em Luxemburgo e Holanda, assegurou que as condições estão criadas e afinam-se os últimos pormenores.
Adianta que já foram instalados nos consulados todos os aplicativos informáticos necessários para o início do processo e já estão disponíveis os kits de recenseamento.
Contudo, fez saber que o recenseamento eleitoral na diáspora depara com constrangimentos nalquns países, pelo que o processo não vai ter inicio no mesmo dia em todos os países.
Relativamente a Portugal, Livio Lopes assegura que apesar do atraso registado no inicio das inscrições nos cadernos eleitorais, a data prevista para o término do processo, 1 de Setembro, mantêm-se, isto porque, a alteração só poderia acontecer por via da Assembleia Nacional.
O ministro da Administração Interna estabelece como meta o recenseamento de 28000 eleitores em toda a diáspora. Atendendo que vivem no estrangeiro mais cabo-verdianos do que no território nacional, e questionado sobre esta meta, Livio Lopes responde que são estimativas feitas em função de outros recenseamentos.
Segundos os dados do último recenseamento eleitoral, que permitiu a realização das legislativas e presidenciais de 2006, o total de eleitores cabo-verdianos residentes no estrangeiro é de 28.004, representando 10,76 por cento dos 260 126 inscritos.
Questionado se esse atraso não irá afectar o processo e deixar de fora parte dos cabo-verdianos, Lívio Lopes adiantou que a ideia é aproveitar o período da actualização do recenseamento para que as pessoas que não conseguirem inscrever-se no período normal o possam fazer.
“A revisão do código eleitoral prevê o recenseamento contínuo, o que significa que até mais ou menos um mês antes do início do processo eleitoral podemos fazer as inscrições das pessoas e assim teremos a possibilidade de aproveitar mais um mês depois data da conclusão do processo de recenseamento para podermos recensear essas pessoas”, salientou.
Para o recenseamento, pode-se utilizar o passaporte ou o bilhete de identidade, mesmo estando caducados.
Entretanto Livio Lopes apela ao envolvimento de toda a comunidade cabo-verdiana no processo de recenseamento, salientando tratar-se de um processo novo. Isto quer dizer que para as próximas eleições legislativas e presidenciais, nenhum cabo-verdiano que vive no estrangeiro está recenseado. O novo Recenseamento Eleitoral Geral no Estrangeiro , invalida o recenseamento Geral de 1995 e é fundamental para se criar uma base de dados segura e garantir “eleições justas e transparentes” em 2011.
EB