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Presidente cabo-verdiano encontra-se com seu homólogo angolano
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Por Africanidade
Publicado em 30/07/2010
 
"Depois dos estragos enormes, que dificultaram o desenvolvimento, em todas as direcções,”há uma outra Angola, com ganhos, na estabilização do país, regresso das pessoas às zonas de origem, a segurança e o restabelecimento da circulação nos eixos fundamentais entre os vários ponto do país" - Pedro Pires

Notícia
O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, considerou quinta-feira, em Luanda, “boas” as relações com Angola, com óptimas perspectivas para o futuro, e realçou os benefícios da paz para a  reconstrução do país.

Pedro Pires falava à imprensa, na sua passagem por Angola, depois de ter participado na Cimeira da União Africana (UA), decorrida no Uganda.

Referiu-se à presença de empresas angolanas no arquipélago, como o Banco Africano de Investimento (BAI)-Cabo-Verde, assim como as ligações aéreas regulares entre Luanda e Praia, quase sempre lotadas.

“Há projectos de cooperação interessantes de angolanos em Cabo Verde", afirmou, sem entrar em pormenor, do mesmo modo que realçou a vinda de quadros cabo-verdianos trabalhar para Angola, constituindo uma relação com enorme perspectiva no capítulo técnico.

Referiu que, depois dos estragos “enormes”, que dificultaram o desenvolvimento, em todas as direcções,”há uma outra Angola, com ganhos, na estabilização do país, regresso das pessoas às zonas de origem, a segurança e o restabelecimento da circulação nos eixos fundamentais entre os vários ponto do país".

"São ganhos fundamentais que criam condições para o resto", complementou, realçando que primeiro deve-se garantir a paz, a estabilidade, a integridade territorial do país, com comunicação terrestre, aérea e outras.

Pedro Pires afirmou-se convencido de que Angola dispõe de condições credíveis, que se tornam cada vez mais fortes e eficazes, garantindo a unidade e integridade do país”, aberto para outras realizações.

Manifestou esperança e confiança no futuro de Angola, pela experiência acumulada na caminhada difícil, nos últimos 35 anos.

Questionado sobre a cooperação no âmbito da CPLP, disse que gostaria, e tem-se tentado reforçar, aprofundá-las e diversificá-las, mas cada coisa tem o seu ritmo.

"Não podemos impor à CPLP um ritmo que a comunidade não pode suportar, mas se analisarmos as relações bilaterais, vamos  ver que funcionam", assegurou.
AngolaDigital