O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, visitou ontem o hospital Ayres de Menezes, principal hospital do arquipélago, menos de duas horas depois da transferência de pasta com o seu antecessor Rafael Branco.  

Interpretada por observadores como uma indicação de que a saúde estará no topo da tabela de prioridade do seu governo, Patrice Trovoada classificou esta visita como "um sinal" para que seja dada uma maior atenção aos problemas da saúde da população.  
 
"É um sinal de que estamos a mandar para que, de facto, se olhe para esse sector, e um encorajamento para as pessoas que trabalham no hospital, os médicos e enfermeiros para encontrarmos melhor solução para os problemas que se põem com a saúde da população", disse Patrice Trovoada.  
 
O novo chefe do executivo explicou que alguns desses problemas já eram conhecidos quando há mais de dois anos visitou o hospital.  
 
"Havia coisas que já conhecia, porque já tinha visitado esse hospital há pouco mais de dois anos e viemos de novo constatar o que há e o que não há e mostrar a nossa preocupação com esse sector da saúde que merece muita atenção", sublinhou.  
 
O primeiro ministro, que visitou o hospital juntamente com o ministro secretário geral do governo, Afonso Varela e a ministra da Saúde e Assuntos Sociais
, Ângela da Costa Pinheiro, considerou como "um bom sinal" o facto de a pediatria do hospital Aires de Menezes estar "com pouca afluência" e a maternidade hoje estar "com menos camas ocupadas".  
 
"Mas é evidente que há outros problemas, o banco de urgência está num estado crítico, há insuficiência de equipamentos, a água continua a não ser suficiente, pois o problema não está resolvido", adiantou.  
 
A água corre nas torneiras das 05:00 às 12:00 e das 14:00 as 16:00. Com uma capacidade de 25 mil litros de água, o director-geral do hospital explica que é necessário fazer a racionalização.  
 
Patrice Trovoada constatou que existem problemas com o stock de medicamentos essenciais e colocou a resolução do problema a nível da saúde no quadro das primeiras medidas a equacionar soluções quando começar a executar o programa do seu governo.  
 
"Nós queremos olhar para a solução e a solução implica a tomada de medidas. Mas é preciso que as pessoas entendam que realmente o nosso único interesse é encontrar a melhoria e as soluções que trazem a melhoria", acrescentou Patrice Trovoada, que apela também aos doentes e seus familiares a colaborarem nos custos da saúde.  
 
Patrice Trovoada considerou "normal" a transferência de pastas entre ele e o seu antecessor, tendo sublinhado que "o primeiro ministro (cessante) informou-me dos dossiers mais urgentes, outros dossiers estão nos outros ministérios, eu depois terei uma sessão de trabalho com os outros ministros, para vermos como recebemos esse país", concluiu.  
Pana