



A
coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas
Falando à
imprensa a propósito da Cimeira da ONU sobre os ODM, que se realizou
A
diplomata de nacionalidade sueca realçou que Cabo Verde "está no caminho
correto e tem a certeza do dever cumprido", enquanto muitos outros países,
com recursos naturais, "estão longe de alcançar os resultados" já
alcançados por este pequeno arquipélago africano de apenas 4 mil e
No
entanto, a diplomata da ONU, apesar que reconhecer que Cabo Verde está prestes
a cumprir com os ODM, avisa que há ainda muito caminho a percorrer e que as
autoridades locais não devem perder de vista os problemas que ainda subsistem,
"e que são muitos".
Citou o
caso do desemprego (13 porcento da população ativa, segundo a nova metodologia
do Instituto Nacional de Estatísticas de Cabo Verde (INE) e 23 porcento segundo
o método antigo) que, segundo ela, é um ponto "menos bom", a par das
preocupações ambientais, das energias renováveis, das disparidades regionais,
da água e do saneamento.
Numa
análise objetiva, Petra Lantz salientou a questão da erradicação da pobreza
extrema e da fome, lembrando que, segundo os dados mais recentes, Cabo Verde
conseguiu reduzir a percentagem da população mais pobre de 49 porcento, em
1990, para 26 por cento em 2007, e "talvez" para 24 porcento em 2009.
Em
relação à fome, no mesmo período, baixou de 22 para 13 porcento, o que a
diplomata oconsiderou "extraordinário", ressalvando, porém,
que ainda há muitas pessoas a viver na pobreza no arquipélago.
Referiu
que a educação primária universal, segundo ODM, está a níveis do "primeiro
mundo", pois existe uma taxa de escolaridade "de mais de 90 por
cento", quando em 1990 era apenas de 72 por cento.
A
evolução da promoção da igualdade do género, terceiro ODM, é, para Petra Lantz,
"muito interessante", pois, por exemplo, há mais mulheres do que
homens no Governo, embora no Parlamento a subida entre 1990 e 2010 tenha ficado
aquém das expetativas (de 11 para 21 porcento).
Em
relação ao quarto e quinto ODM, a redução da mortalidade infantil e a melhoria
da saúde materna, Petra Lantz lembrou que a taxa desceu de 56 mortes de
crianças até aos cinco anos por cada 100 mil partos para 21 em 2010, "o
que mostra o empenho e determinação" das autoridades cabo-verdianas,
"que têm margem para a descer ainda mais", sublinhou.
Em 1995,
morreram 95 mães por cada 100 mil partos e em 2007 o número baixou para 16.
Outro ODM
atingido é o combate à SIDA, ao paludismo e a outras doenças, porque Cabo Verde
conseguiu suster a evolução das doenças, mantendo, por exemplo, a taxa de
infeção com o vírus do VIH estabilizada em 0,7 porcento há vários anos.
Neste
capítulo, os casos de paludismo também foram reduzidos assim como os da
tuberculose.
A
sustentabilidade ambiental, sétimo ODM, está também a evoluir, devido aos
programas e aos planos traçados por Cabo Verde, mas o país terá de investir
mais em energias renováveis, na captação de água potável e no saneamento.
Petra
Lantz recordou que em 1990 apenas 40 por cento da população tinha acesso à água
potável, em 2007 subiu para 90 por cento, mas a "inconsistência" no
abastecimento é ainda deficiente.
A
representante da ONU
Pana