Dirigentes partidários do MPLA, partido no poder, e da Unita, principal partido da oposição angolano, alertam para o movimento de mobilização de manifestação anti-governamental, dia 7 de Março, em Luanda, capital angolana.

O presidente do Grupo Parlamentar do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, criticou esta quarta-feira «todos aqueles que incitam a desordem e o desrespeito das instituições legítimas do Estado», chamando-os de «defensores da intriga e da instigação política».

Virgílio de Fontes Pereira, enfatizou que «num Estado Democrático não devem ser tolerados comportamentos individuais ou colectivos, praticados por quem quer que seja, que atentam contra a o
rdem constitucional e ponham em risco a estabilidade do mandato e do funcionamento dos órgãos legitimados para exercer os poderes Legislativo, Judicial e Executivo».

Por sua vez, o secretário para a Informação da Unita, Alcides Sakala, condenou qualquer tentativa de desordem que atente contra as leis vigentes em Angola. «Angola viveu uma guerra civil durante muito tempo e não creio que haja alguém que queira voltar aos tempos difíceis que o país viveu», declarou Alcides Sakala à Rádio Nacional de Angola.

A convocatória para a manifestação convida a população para uma marcha a partir do Largo da Independência, em Luanda, exigindo a saída do Presidente angolano José Eduardo dos Santos e dos seus ministros. «Os angolanos estão cansados da pobreza extrema, da cultura de medo e intimidação, da miséria, da autocracia e outros males», informa a mensagem divulgada pela Internet.
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