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Angola: Líder da UNITA acusa regime de planear atentado contra dirigentes do seu partido
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Por Africanidade
Publicado em 3/03/2011
 
Bento Bento disse ainda que grupos de angolanos, "com apoio de alguns grupos de pressão de alguns países, nomeadamente Portugal, França, Itália, Bélgica e alguns setores ligados à Grã-Bretanha e Alemanha, puseram em marcha um plano contra a República de Angola contra o MPLA e principalmente contra o Presidente José Eduardo dos Santos".

Notícia
O líder da UNITA, Isaías Samakuva, acusou hoje, em conferência de imprensa, o "regime do Presidente José Eduardo dos Santos" de estar a planear um "atentado à vida dos dirigentes" do principal partido da oposição angolana.

Isaías Samakuva referiu que este "plano" implica as acusações do MPLA, partido no poder, de que a UNITA estará envolvida na organização de uma manifestação marcada para 07 de março contra o Presidente angolano.

O líder da UNITA negou o envolvimento do partido na organização desta manifestação e, respondendo às acusações do MPLA, repudiou as declarações de todos quantos pretendem "transformar a UNITA em bode expiatório da má governação do executivo".

"A UNITA estranha o facto de o regime pretender utilizar a figura do direito à manifestação para se vitimizar, espalhar o medo e planear mais um atentado à vida dos dirigentes da UNITA e à soberania do povo angolano", disse Isaías Samakuva.

O líder do maior partido da oposição em Angola disse ter conhecimento da intenção do "regime do Presidente José Eduardo dos Santos" de engendrar para esta semana um alegado "cenário de confusão, que justifique o assassinato de adversários políticos, em particular os mais altos dirigentes da UNITA".

Na sua declaração, Isaías Samakuva afirmou que vai responsabilizar José Eduardo dos Santos "por tudo o que venha a acontecer, caso se materializem as suspeitas ora denunciadas".

Segundo o dirigente da UNITA, o agravamento dos níveis de pobreza nos centros urbanos e zonas rurais, "consequência da má governação, exclusão e corrupção galopante" faz com que a população fale hoje em "manifestações anti-governamentais".

"Os que não têm emprego, não conseguem fazer três refeições por dia, não têm acesso à educação digna, não têm casa, água e luz, nem assistência médica condigna, não podem ser considerados arruaceiros apenas por desejarem manifestar o seu protesto", frisou o presidente da UNITA.

Isaías Samakuva reafirmou que o conflito armado entre o MPLA e a UNITA "acabou definitivamente há nove anos", salientando que o conflito existente hoje em Angola é entre "o Presidente José Eduardo dos Santos e o povo angolano".

"Cabe ao Presidente José Eduardo dos Santos eliminar as causas dos problemas e não impedir as manifestações pacíficas e ordeiras, nem maquinar a desordem para eliminar adversários e perpetuar-se no poder", frisou Samakuva.

As redes sociais, SMS e sítios na Internet têm sido nos últimos dias os veículos para o anúncio de uma manifestação em Angola contra o Governo, no dia 07.

Por seu lado, o MPLA vai organizar uma "marcha patriótica pela paz", no próximo sábado. Questionado sobre se a UNITA vai participar, Isaías Samakuva respondeu que não.

Quando anunciou a marcha, o responsável provincial do MPLA em Luanda, Bento Bento, acusou a UNITA e o Partido da Renovação Social de envolvimento na organização da manifestação contra o Governo

Bento Bento disse ainda que grupos de angolanos, "com apoio de alguns grupos de pressão de alguns países, nomeadamente Portugal, França, Itália, Bélgica e alguns setores ligados à Grã-Bretanha e Alemanha, puseram em marcha um plano contra a República de Angola contra o MPLA e principalmente contra o Presidente José Eduardo dos Santos", declarou Bento Bento.
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