
A empresa holandesa Super Nova assinou um contrato de prospecção do petróleo nas águas profundas da Guiné-Bissau, anunciou o director-geral da Petroguin, Leonardo Cardoso, empresa que gere os hidrocarbonetos do país.
Segundo Leonardo Cardoso, o contrato rubricado com a Super Nova, vai permitir o estabelecimento de uma parceria de cinco anos e mais dois de opção, com a Petroguin para a prospecção do petróleo no Bloco 7 B situado nas águas ultra profundas da Guiné-Bissau.
No entanto, a nova concessionária formada entre a Petroguin e a Super Nova apenas iniciará os trabalhos de prospecção com a atribuição de uma licença que lhe será facultada pelo governo, explicou Leonardo Cardoso.
A decisão do governo, a ser tomada em conselho de ministros, terá ainda que ser promulgada pelo Presidente guineense e publicada em Boletim Oficial (Diário da República), diligência que o director-geral da Petroguin desconhece quando será iniciada.
Neste momento, aguardam pela mesma diligência as empresas Sociedade de Hidrocarbonetos de Angola (SHA) e a SER Petrolium, disse Leonardo Cardoso.
Por seu lado, o director da Super Nova, Hugo Irma, afirmou, após a assinatura do contrato, que no que depende do seu grupo, os trabalhos poderiam começar brevemente, "esperando que se descubra petróleo com valor comercial" na Guiné-Bissau.
Nas 18 perfurações já efectuadas ainda não foi descoberto petróleo com valor comercial na Guiné-Bissau, lembrou Leonardo Cardoso.
O director-geral da Petroguin referiu, por outro lado, que desconhece qualquer intenção da empresa israelita Delek em abandonar os trabalhos de prospecção na Guiné-Bissau como foi recentemente noticiada.