A Universidade Lusófona de Cabo Verde vai arrancar no final de Setembro no Mindelo, segunda maior cidade do arquipélago.

A autorização de funcionamento da Universidade Baltasar Lopes da Silva e de todos os seis cursos foi comunicada esta semana à Lusófona pelo Ministério da Educação e Ensino Superior cabo-verdiano.

No despacho, o Ministério realça que deve ser observado «o cronograma indicado de adequação e melhoria das instalações e futura ampliação».

De acordo com Presidente do Grupo da Lusófona, Prof. Doutour Manuel Damásio, foi sobretudo a disponibilização de instalações por parte da Câmara do Mindelo - um antigo quartel militar e hotel, já renovadas - a atrair a Lusófona para aquela cidade cabo-verdiana, na ilha de São Vicente.

Além disso, afirma o profissor Doutor Manuel Damásio, Mindelo é «a capital cultural de Cabo Verde», e onde estão situadas algumas importantes instituições de ensino do arquipélago.

Contudo, a Lusófona admite vir a transferir-se mais tarde para a Praia, capital e maior cidade do país.

O projecto representa um investimento de um milhão de euros, suportado pela filial cabo-verdiana da cooperativa COFAC.

Está prevista a oferta de quatro licenciaturas - dir

eito, serviço social, ciências da comunicação e gestão de empresas - e dois bachaleratos - contabilidade, administração e auditoria; gestão de empresas turísticas e hoteleiras.

Mas, referiu o Profissor Doutor Manuel Damásio, a abertura dos cursos ficará dependente de haver número de alunos suficiente.

Até ao momento, há perto de 200 alunos inscritos, o que o reitor da Lusófona considera satisfatório «tendo em conta que a autorização é recente e não foi feita publicidade» dos cursos.

A meta são 600 alunos, 100 por cada curso, mas «se tivéssemos 400 já ficávamos contentes», diz O Profissor Doutor Manuel Damásio.

«O único problema teórico é saber se vamos ter alunos suficientes para abrir todos os cursos», disse à Lusa.

Além da Lusófona, também o português Instituto Piaget está presente em Cabo Verde.

Actualmente, está também a ser ultimada a abertura da universidade pública do arquipélago.

A Lusófona continua à espera de autorização para abrir uma universidade em Angola, onde já actua na formação de quadros do Estado.

Recentemente, em Moçambique viu autorizada a passagem do Instituto Superior Politécnico a Universidade Politécnica.

O grupo Lusófona é ainda responsável pela Universidade Amílcar Cabral, na Guiné-Bissau e duas instituições de ensino superior brasileiras.