Coluna de opinião


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Neste momento em que se sabe que a pandemia só foi inventada com o mero propósito lucrativo dos fabricantes de vacinas, qual a solução para os excedentes de vacinas europeias do que os mercados menos informados, menos defensivos e mais vulneráveis? Agora que o negócio dos fabricantes de vacinas está feito, estão os governos europeus a lutar contra o enorme volume de vacinas compradas, para lutar contra a tal pandemia, que só existiu nos papéis dos escritórios ligados ao negócio das vacinas. Os excedentes actuais de vacinas não podem ir para o lixo.   Serão oferecidos/vendidos, “à preços baixos”, aos países em vias de desenvolvimento, por uma mera “questão de solidariedade”, vão nos dizer.

Sou da opinião de que não precisamos de um exército, que o Estado de Cabo Verde deveria ser desmilitarizado e fosse criado uma força policial de intervenção rápida e especializada em combate à criminalidade organizada, terrorismo e violência urbana. As Forças Armadas, como instituição, é, neste momento, uma desnecessidade e tem de ser útil ao país. Uma polícia melhor equipada e musculada para o combate à criminalidade, nomeadamente a que vilipendia os cidadãos no dia-a-dia e a transnacional é, de longe, mais consentânea com as necessidades do país
Carlos Veiga diz que é uma remodelação de cosmética — o que poderia ser ou será uma bela ironia.  E como o líder do MPD sabe isso, não se pode ter tal como uma ironia. Não seria mais claro que José Maria Neves deixasse de esconder cartas na manga e entregasse estes sectores da Economia (Competitividade, Investimentos, Empreendedorismo e Desenvolvimento Empresarial) a Manuel Inocêncio, Ministro dos Transportes e Telecomunicações, que há poucos dias da remodelação dizia que o seu Ministério já cumpriu com o programa do Governo sob a sua tutela?
A iniciativa da moção de censura,  não significa automaticamente queda do Governo. Só acarreta a demissão do Governo, quando a moção de censura, for aprovada pela maioria absoluta dos deputados ou a moção de confiança não for aprovada, por esta maioria. O sistema de partido único, há quase  duas décadas é que deixou de existir na Guiné-Bissau. E não podemos reinventá-lo em plena democracia. Pois o facto gerador da instabilidade nas democracias, é justamente a tentativa de “silenciar vozes opositoras.” 

Pode-se discordar, mas respeite-se a liberdade de pensamento e de acção daqueles que, não se situando num misto de indiferença e conformismo, exercitam suas mentes em busca de melhores dias para a Guiné-Bissau! Um dos direitos de qualquer cidadão é o de questionar a governação do seu país. Em nenhuma democracia funcional se confunde o direito e o exercício de opinião, a participação dos cidadãos na vida política e social, com factor de instabilidade. Na Guiné-Bissau, infelizmente, ainda se continua a associar à instabilidade, todo e qualquer cidadão que conscientemente decide usufruir de um dos seus direitos fundamentais: o da liberdade de expressão!

A PAZ SOCIAL CABO-VERDIANA

Não temos um sistema social para lidar com a violência, assim como não temos um sistema de protecção civil e social adequado às realidades do país, nomeadamente a insularidade e os custos naturais da mesma. Temos fragilidades, umas naturais e emergentes da estrutura económica nacional, outras que têm e terão a ver com a (inadequada) gestão de recursos e a ausência de uma visão mais alargada da nossa realidade projectada no futuro. São, ainda, problemas estruturais e que representam um desafio à sociedade no seu todo, pelo que o Presidente da República deveria ser mais activo nesta questão e fazer a sua parte — até porque não tem os constrangimentos de ter de pensar numa reeleição.

Será que é ser contra a Guiné denunciar a corrupção pública, a violência institucional com requintes de assassinatos, o abuso de poder, etc?
Ser contra a Guiné na verdade é escamotear o direito à justiça, à ordem e à paz, e a isso os integrantes e colaboradores honestos do Projeto não estão dispostos. É justamente para contrapor aos desmandos, corrupção e violência institucional que o Projeto Contributo, na ausência de uma oposição partidária forte, de uma sociedade civil consciente do seu papel e de um setor privado dinâmico, vem multiplicando esforços e disseminando princípios da liberdade como fundamento para a construção de um Estado de Direto.

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