Coluna de opinião


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Em Lisboa, há já algum tempo, foi proibido dar de comer aos pombos. Isso porque, na óptica do Município, os ditos andavam a «estragar» os monumentos, a causar prejuízos à autarquia com a manutenção dos edifícios, e, imagine-se, a procriarem demais! Solução: só a autarquia pode alimentar os pombos, com alimentos contendo contraceptivo.
Hoje, a Europa não quer imigrantes «pobres», «sem qualificações»; não. Quer é emigrantes qualificados, com capacidade económica – quer é ficar mais rico e empobrecer ainda mais os países pobres, em particular no plano do motor do desenvolvimento real – o desenvolvimento humano. A noção de técnica e jurídica de imigrante, ao que parece, terá de ser revista para se adaptar à vontade do Grande Legislador europeu (Ah, Churchill, o teu pecado de juízo renasce com novos rostos e novo formato) que não está, na prática, muito longe do propugnado pelo PNR português. E os pobres vão cedendo, cedendo e cedendo... até não haver nada mais que um «gueto global» para os pobres; com outros pobres menos pobres a guardá-los para o Senhor europeu. Será que um bocado de pão vale o que se pede a dada gente?
No dia 16 de Novembro próximo os guineense irão, mais uma vez, exercer a sua cidadania através das urnas, escolhendo, no seu entender, o(s) partido(s) que irá(o) governar o país, nos próximos quatro anos. No entanto, as experiências – de outras tantas eleições – demonstram que, o processo democrático guineense ainda está em construção. Actualmente com duas grandes contrariedades em crescente. A primeira é a fragmentação politica-partidária. A segunda, refere a consolidação da solidariedade confinada (seja étnica, seja religiosa) dos votos. Não obstante estas verdades, é reservado ao povo guineense - após escolhas que permitiram governações desastrosas - a hipótese de uma (segunda) oportunidade de escolha. Ao nosso entender, tendo em conta o aclamar dos votos, Carlos Gomes Júnior (líder do PAIGC) – que neste momento parece ter mais eleitorado do que o seu próprio partido – representa, pelo menos (em teoria), a esperança do povo. A ver vamos.

A liquidação da INTERBASE, uma empresa de referência na economia Mindelense, pelo Governo e o consequente desemprego dos trabalhadores é, sem dúvida, uma boa forma do Governo mostrar preocupação com a situação dos mesmos e com a taxa de desemprego no país: contribui para o seu aumento. O Governo terá, tem de ter, razões ponderosas para, de repente, passar da anunciada «reconstrução» da empresa e suas estruturas com os preditos e noticiados 14 milhões de euros para pura e simples extinção da mesma. Porquê? Então, que explique a sua decisão; que nos diga, a nós cidadãos, porque mudou de medida e de decisão de forma tão radical. O certo é que, mesmo falando de Mindelenses, ninguém invocará Rucio emigrado em alguma ladeira ou Pinóquio, não. Só se pede uma coisa: a dita governação transparente. Não é pedir muito, pois não?


Este Orçamento do Estado (proposta) é pensado para um clima instabilidade económica (como diz bem a Ministra da Economia) e, nesta perspectiva, o Estado não se pode dar ao luxo de investir a pensar em crescimento económico com base em receitas sustentadas e garantidas pelo investimento directo no país, receitas fiscais emergentes da riqueza produzida internamente e, tradicionalmente, remessas dos imigrantes e uma mais valia de um turismo de qualidade (cada turista deve(rá) ser visto como um embaixador da terra; mas não é). Estes factores (imprevisíveis, e se o são é num contexto de diminuição de receitas...) são, per si, aconselhadores de uma contenção nas despesas, mas não é, ao que parece, o que acontece.
Só para se ter uma ideia, até finais de 2007 deram entrada no país perto de 60 mil almas lusas. Número considerável e que expõe os laços históricos e afectivos que unem Angola a Portugal. No entanto, os chineses perfazem já um número considerável no país. Dedicam-se essencialmente à construção civil e são conhecidos por trabalharem horas a fio, ao sol ou à chuva

Palavras para quê?

É minha opinião convicta que os verdadeiros responsáveis, são os principais representantes dos orgãos do poder. A gestão danosa de bens públicos, receitas, donativos, ajudas etc, é a raíz do desespero das populações que se aventuram sem olharem meios. É o governo e a presidência que não têm sabido definir as verdadeiras prioridades para o país lançado por vezes em aventuras onde os coordenadores dos projectos ou pessoas que lhes são afectas são as principais beneficiadas.

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